Convênio entre CNI e Apex-Brasil chega em seu ciclo final com resultados expressivos


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Convênio entre CNI e Apex-Brasil chega em seu ciclo final com resultados expressivos

Desde 2008, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e a Apex-Brasil assinaram quatro convênios com o objetivo de ampliar a atuação de pequenas e médias empresas no exterior, promover a oferta de produtos no mercado internacional e fortalecer a imagem do país. O último ciclo da parceria, firmado para o biênio 2015/2016, chega ao fim em dezembro com resultados expressivos. Para se ter uma ideia, em outubro a convênio já havia atingido negócios da ordem de US$ 277 milhões, 50% acima da meta traçada para o período. Para falar do sucesso da parceria CNI/Apex-Brasil, o Blog da Apex-Brasil conversou com o Coordenador de Promoção de Negócios da Apex-Brasil, Rafael do Prado Ribeiro. Confira!

Na prática, como funciona o convênio CNI/Apex-Brasil?

O convênio de cooperação técnica e financeira é proposto pela CNI, que, considerando os interesses e conhecimentos da Apex-Brasil, pleiteia uma parceria para a realização de ações de promoção comercial, atração de investimentos e preparação para a exportação.

Como você avalia os resultados alcançados pelo convênio no biênio 2015/2016?

Nossa avaliação é de que o convênio tem avançado muito, ano a ano, e principalmente em relação aos ciclos anteriores. Demos enfoque às ações que geram negócios e aprendizado aos participantes – as chamadas “missões comerciais” – em detrimento das missões prospectivas, também importantes, mas que não geram negócios.

Antes mesmo do fim das ações deste ano, o convênio conseguiu ultrapassar em 50% o volume de negócios previstos para 2015/2016. A que se deve esse resultado?

Além do trabalho em conjunto com nossa contraparte, que também comprou a ideia de aumentar a produtividade e foco do convênio, o realinhamento e a estratégia foram fundamentais. Segundo nossos dados, o projeto exportou para 137 destinos mais de 1.200 produtos, apoiando quase 900 empresas. Assim, vemos que, embora o cenário econômico do Brasil não esteja muito favorável, as empresas deram a volta por cima, capacitando-se e participando das diversas ações promovidas pelo convênio.

Tem algum setor que demonstrou mais vigor nessa parceria?

Certamente alimentos e bebidas e têxtil/calçados foram destaque, tanto em quantidade de ações quanto em resultados de negócios. São exatamente alguns dos setores-chave da economia brasileira e da pauta exportadora, nos quais o Brasil tem mais vantagens competitivas.

Já é possível observar a evolução das exportações das empresas desde 2008, quando o convênio foi firmado?

Sem dúvida. O resultado do biênio 2013/2014 foi de US$ 137 milhões, com a participação de 708 empresas, enquanto no biênio 2015/2016 deverá alcançar quase US$ 280 milhões em geração de negócios por 900 empresas. Além disso, tivemos a alavancagem neste último ciclo de 133 novos exportadores no projeto, com 35 novos destinos de exportação e 784 novos produtos. A evolução tem sido constante.